A tireoide é uma glândula muito importante para o metabolismo do corpo humano. É responsável por produzir os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam em diversos órgãos do corpo e regulam o metabolismo.
Essa produção hormonal é realizada por um complexo sistema que envolve outros órgãos e glândulas. Quando há o desequilíbrio dessa produção, pode-se desenvolver quadros de hipertireoidismo, hipotireoidismo, Doença de Graves, entre outros. Quando existem essas baixas na produção hormonal ou quando parte ou toda tireoide é removida cirurgicamente em função de nódulos e tumores, é necessária a reposição por meio da levotiroxina, que é o hormônio sintético que irá suprir a produção não realizada pela tireoide.
HIPOTIREOIDISMO
Quando a tireoide fica com uma produção baixa do hormônio tireoidiano, chamamos a condição de Hipotireoidismo. Essa disfunção na tireoide acontece com a queda na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina).
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É mais comum em mulheres, mas pode acometer qualquer pessoa, independente de gênero ou idade. Pode ocorrer inclusive em crianças e desde o nascimento.
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A tireoide é uma glândula muito importante do organismo pois é ela quem regula os hormônios que o corpo produz e que mantém o metabolismo funcionando da maneira correta. Ganho de peso, queda de cabelo, unhas, funcionamento intestinal e outros podem estar relacionados com baixa produção desse hormônio.
HIPERTIREOIDISMO
Quando a glândula da tireoide não está exercendo seu papel corretamente em relação à produção de hormônios, acontece o que chamamos de disfunção da tireoide. Esse quadro pode acontecer com o excesso de funcionamento da tireoide, produção excessiva de hormônio tireoidiano, condição conhecida como hipertireoidismo.
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Quando o corpo produz em excesso os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), é quando o paciente possui hipertireoidismo. Os sintomas do hipertireoidismo provocam uma aceleração de todo o organismo. O coração, por exemplo, fica agitado, favorecendo episódios de taquicardia e em alguns casos tendo até de arritmia cardíaca.
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A sobrecarga hormonal mexe com o cérebro e pode promover quadros de ansiedade, insônia, nervosismo e até o aumento da agressividade.
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A doença ainda pode desregular a digestão e causar intolerância ao calor e aumento do frio. O médico é sempre o indicado para avaliar o funcionamento das glândulas do organismo e nesse caso o mais comum é o Endocrinologista.
NÓDULO NA TIREOIDE
Nos casos dos nódulos de tireoide, existem dois resultados, sendo o primeiro deles que se trata de um nódulo pequeno (em geral menor de 1 cm) e que não necessita sequer de punção, que deverá ser acompanhado com frequência caso seu tamanho aumente e precise de algum outro procedimento.
E existem os casos dos nódulos em que a punção foi realizada, logo são maiores de 1cm, e que possuem células malignas ou então que são grandes, e inofensivos, mas que geram incômodo no paciente ao engolir ou falar.
Esses exemplos últimos são casos cirúrgicos e caberá ao médico decidir se deverá ser realizada a tireoidectomia total, em que toda a glândula da tireoide é removida, ou a parcial, em que apenas a parte afetada é retirada.
EXAMES DA TIREOIDE
Para uma avaliação correta e para se ter um diagnóstico, é preciso olhar o paciente em diversos aspectos. Alguns exames são importantes, como:
PAAF: A punção aspirativa por agulha fina é indicada apenas em alguns casos. De acordo com a Associação Americana de Tireoide são realizadas punções apenas em nódulos com mais de 1 cm. Fogem à essa regra os casos de alta suspeita de malignidade com presença de metástases ou casos associados a outras doenças.
ULTRASSOM: é um exame importante pois irá indicar a necessidade da realização de uma investigação mais profunda, com exames de punção, ou não. Neste exame é possível avaliar o tamanho do nódulo e as características próprias.
EXAMES DE SANGUE: É comum que não ocorra alteração nas taxas hormonais, T3 e T4, e o nódulo esteja presente, como o quadro oposto também, sendo a alteração dos hormônios presente e sem nódulos ou anormalidades. Por isso, a investigação não é feita com apenas um fator e sim com uma análise ampla do paciente.

